Pintura Luminosa

12 de dezembro - Noite das Máscaras no Castelo Cultural Alto da Bronze em Porto Alegre, 2009.
Não se trata exatamente de originalidade da idéia. Afinal, o grupo Falos e Stercos, pela peça La Loba, já apresentou um trabalho que falava da existência de bruxas no castelo...


Continuando o processo artístico que envolve transparência, penso buscar a sugestão de camadas e manchas através de luzes coloridas atravessando camadas de "voil". A gestualidade do pincel é substituída pela gestualidade produzida pelo percurso luminoso. Enfim, onde o público vê circo ou performance, continuo chamando de pintura, embora, num contexto onde a artista é parte, está completamente dentro, e isso pode derivar em outras reflexões formais.


Fotos de Manoela Ribeiro
Projeção Caledoscópica Elen de Oliveira


Imagens: Rodrigo Ramos
Luzes: Iran Rosa

Cenário Alexandra Scotti


Bom, no banner acima, onde tem aquela elípse preta, tá escrito: Cenografia Gaby Benedyct...
Foi um trabalho completamente diferente do realizado com a Zilah Machado. Chamada pela Pretinha Produções para contribuir com o cenário, o critério para criação era aproveitar o equipamento de projeção e gerar cenários virtuais que combinassem com o clima das músicas. Os cenários de bolinhas abaixo combinavam com um clima retrô/pin-up e o de quadradinhos tinha um aspecto mais urbano para a música contradição. Além destes, havia uma animação feita de estampa de toalha de mesa para a música Vou cozinhar pra você;





Alexandra Scotti

Veladuras, sempre elas e suas camadas físicas



Não adianta...tenho fascínio pela transparência e suas possibilidades poético-físicas. Atualmente, me vejo trabalhando essencialmente com 3 elementos básicos: a madeira, o plástico e a tinta, embora ainda esteja refletindo sobre a necessidade dessa tinta. No caso do pássaro acima (eu chamo de pássaro, mas também pode ser um barco a vela...enfim...é só um jeito de chamar, porque não é pra ser forma nenhuma senão uma composição de linhas, manchas e transparências...) as linhas azuis não poderiam se desvincular do trabalho sem transformá-lo, mas no caso da "sereia" abaixo, tive pena de pintá-la, pois gosto bastante do aspecto da madeira crua. Antes de pintá-la era só madeira e plástico, um embate entre orgânico e indústrial, toda a crueza da forma natural sendo aprisionada e ao mesmo tempo adornada pelo reflexo do falso relevo.Apesar disso, a inclusão da pintura criou mais destaques e detalhes tanto para a forma quanto para os aspectos formais. Revela a existência da textura natural da madeira crua, atribuindo-lhe a textura de pêle ao ser, revelando a nudez sugerida pela transparência do plástico e dando ênfase aos recortes.
A peça poderia existir sem a tinta? Acredito que sim. Mas ainda é cedo...ainda nesse caso a tinta acrescenta acabamento, dinâmicas e gesto.

Para investigações futuras:
1. substituir o plástico pva comprado, pelo residual da minha cozinha.
2. substituir a tinta por materiais residuais coloridos ou que atuem como pigmento.

Um projeto Premiado



A AZUL Produtora Galeria trabalho entre 2008 e 2009 em atividades de promoção de galeria de arte, entre outras. Organizando um acervo com quase 100 artistas, realizou exposições, encontros de arte, seminários e se preocupou em dar visibilidade e fomento para seus artistas, conseguindo um pequeno fluxo de vendas, o que dentro de um contexto local, por si só seria uma vitória.
Essa particularidade do projeto AZUL, esse formato de trabalho enquanto galeria, foi reconhecido pela classe artística através da votação espontânea entre os 1000 artistas cadastrados no site/portal www.artistasgauchos.com.br. A AZUL recebeu o Prêmio de Galeria do Ano. Estamos muito felizes e orgulhosos desta realização e reconhecimento. Muito obrigada a todos que votaram em nós e, principalmente, a todos que acreditaram neste projeto e apoiam a AZUL e eu, nos motivando a melhorar sempre. Valeu!

Cenário show Zilah Machado




Ao ser contatada para a criação do cenário, existiram critérios a ser considerados:
1.Critério básico em qualquer caso de cenografia: Cenário não é protagonista é coadjuvante e deve complementar, não ser o foco.
2. A Cantora, de 83 anos, gostava de brilhos, do glamour da ribalta, o que imediatamente me remeteu ao paetê.
3. Considerando os recursos de iluminação, considerei que o paetê preteado seria neutro, aproveitando o jogo de luzes para mudar de cores e sugestão de paisagem. (veja nas fotos os efeitos de diferentes cores).
4. Coloquei uma coluna de paetê ao fundo, que destacaria a cantora, colocando tecidos transparentes brancos nas laterais, que ajudaram a iluminar o palco, desconstruindo com leveza a caixa cenográfica e também eram neutros para destacar os efeitos de iluminação.
5. Como era uma banda grande, com vários músicos, usei apenas as laterais e fundo de palco, para manter o máximo de espaços de circulação e utilização pela banda, de forma que não atrapalhasse suas dinâmicas, mas ao mesmo tempo que desse uma solução cenográfica com unidade.
6. Enfim, acredito que cenografia em alguns casos, não é necessário malabarismos criativos, mas idéias eficientes que atendam todas as questões de conjunto e nesse caso, o simples se mostrou elegante e ideal.
p.s. 7. O cenário criado também é prático, fácil de montar e desmontar, podendo ser aproveitado na continuidade das apresentações deste espetáculo, acomodando-se facilmente nas mais diferentes arquiteturas de palcos futuros.
4.







Quadro por encomenda


O olhar AMAdor da Arte


2002 foi o ano que entrei para o Instituto de Artes da Ufrgs. Naquela época sonhava com o mundo das artes e tinha a mesma noção que qualquer leigo no assunto tem: Que os pintores clássicos eram o máximo, que deveria ser uma técnica dificílima pintar como Velasquez, que esculturas eram obras que eram feitas de argila e que se o artista quisesse dava um banho de bronze pra ter cara de metal. Visitar qualquer ateliê era uma dificuldade, pois mal sabia onde eles se escondiam e nunca me passaria pela cabeça que era só bater na porta. Acesso para a arte, pra mim, só por revistas, museu e quando muito uma galeria. Estar visitando uma galeria ou conseguir ser amigo da pessoa que cuidava da galeria era um feito. Quando visitava alguma exposição, quase em sua maioria, admirava a técnica do artista, muitas vezes ficava bem mais de um minuto olhando os trabalhos e tentando decifrar-lhes técnica ou sentido. Lembro de ter ido em uma ou duas exposições na abertura e me senti uma intrusa, achava que precisava de convite VIP para estar ali.

2003 - Logo no primeiro ano da academia, minha sede de me "in-turmar" era enorme. Meu fascínio por finalmente estar ali era tanto que em muitas ocasiões passei por ingênua, imatura e ansiosa, achando que meus primeiros rabiscos já poderiam ser a centelha da arte, como todos que se iniciam em alguma técnica. Comecei a conhecer alguns artistas e finalmente consegui acesso aos atelier onde ocorria essa grande mágica. Bati na porta de um deles e fui recebida com grande naturalidade e certo espanto (mais tarde descobriria que são muito poucas pessoas que visitam um atelier do nada...). Qualquer um que estivesse um semestre na minha frente eu já achava que podia ser um referencial. Lembro bem da primeira vez que sai em grupo da faculdade para sentarmos todos numa única mesa do Mariu´s na Osvaldo Aranha e cada um fazia um desenho ou mostravam uns aos outros a produção do dia, fiz alguns desenhos desse dia e ganhei alguns trabalhos que guardo até hoje como doce lembrança. Durante um bom tempo foi assim e me vi vivendo aquela espécie de boêmia acadêmica especial de quem faz arte. Tudo era motivo pra vinho e desenhos, para festinhas de desenho de observação, modelos e muito vinho e a arte se entrelaçava com isso e me sentia em 1890/1920 como se fossemos Dali, Gala, Anaïs, Picasso, Buñel, enfim...Naquele tempo as festas no Centro Acadêmico eram orgias de vinho e outras substânciass etílicas e fumacentas, mas por outro lado, muita gente se manifestava artisticamente, happenings, jam sessions, músicas e poesias profanas, instalações e performances, o IA efervescia, vivo sob a batuta insurgerente de Rodrigo Uriartt e Cia. Mas dai Rodrigo saiu, resolveram organizar tudo, proibir o cigarro, a bebida, a criação se tornou mais focada...se por um lado se tornou instrumento de profissionalização, por outro perdeu um pouco da alma...Ou eu, que estando terminando o curso comecei a me afastar e me levar a sério, questionar minha produção, dar-lhe um sentido que formalizasse meu trabalho de conclusão.

Entre 2004 e 2006 me apaixonei muitas vezes pela arte e seus artistas, e como amores de verão, logo o próximo fazia esquecer o último. Descobri que Velasquez era lindo na sua época, mas nos dias de hoje já teríamos a fotografia para registros do mesmo tema. Os surrealistas, apesar de uma boa referência até hoje, ainda assim davam muito mais importância aos temas do que aos aspectos formais da arte. Do meu ódio ignorante sobre arte conceitual nasceu um novo mundo de entendimento e possibilidades de interpretação tanto da arte como do próprio mundo. Passei pela Pop Arte e achei que haveria possibilidades dela se tornar contemporânea, mas acabei descobrindo da importância do contexto histórico. Aliás, descobri que existem os aspectos formais da arte, que não é reconhecer se ali existe um círculo ou um quadrado, mas que é um conjunto de critérios técnicos para se construir harmonias que sejam agradáveis ou não ao olhar. Descobri o que era algo desconstruído e que na sua reconstrução aplicávamos técnicas de composição. Descobri que qualquer um se expressa e que poucos querem meus sentimentos, mas que arte é reflexão, conteúdo de idéias, é muito mais que decoração.
Nessa época pertenci à vários grupos de atelier onde descobri a dificuldade de trabalhar em coletivo, mas também a delícia e a dor de poder comentar os trabalhos entre meus colegas. Foi a época em que meus conhecimentos sobre arte realmente floresceram, graças à convivência com Adauany Zimovski e Gerson Reichert. Foi através destes valorosos colegas que lapidei meu olhar, meus conceitos, e meu próprio processo artístico. Seria uma dica muito importante para quem deseja formar atelier, escolher bem os artistas com quem irá conviver, pois pode ser fundamental para seu desenvolvimento.
Aspectos formais, composição, dinâmicas de olhar, etapas de processo, paciência e diálogo com a obra e por fim, a importância dos estudos práticos, da produção permanente, das leituras, das pesquisas, de pensar em arte mesmo quando não está fazendo-a, das formas de percebê-la e finalmente dos aspectos de individualização.
Nesse período eu ia em todas as exposições que me convidavam, embora foi aos poucos que comecei a ser convidada. Valorizava bastante estes convites e era uma grande espectativa ir nas exposições e conhecer os trabalhos dos artistas, muitos que pouco conhecia. Íamos muitas vezes em bandos da faculdade e depois saíamos e conversávamos sobre a exposição que tínhamos visto. Olhávamos os trabalhos com interesse, embora nessa época já era mais difícil ter um momento de fruição que não fosse interrompido ou que fosse mais rápido, para logo em seguida poder gozar do momento social.


2007 as coisas já eram bem mais duras, mais sólidas, e minha apreciação da arte bem mais crítica, embora ainda tivesse muita flexibilidade em relação ao conceito de arte. Foi quando a Bienal B e seus 300 artistas cairam sobre mim. Foi realmente uma experiência incrível de diversidade, processo artístico e níveis de qualificação. Se ainda me faltavam alguns fatores de investigação para subsidiar minhas pesquisas, durante o gerenciamento deste grande projeto pude ter acesso aos mais diferentes processos dentro do sistema de arte. Insituições, políticas de marketing e financeira, políticas públicas para a arte, interesses do sistema erudito, falácias do dito underground alternativo, crueldades do sistema, a diversidade dos grupos de artistas atuantes e a personalidade de cada um destes grupos - os iniciantes, os maduros, os clássicos, os professores, os revoltados, os criativos e participativos, os queridos não-geniais e os grosseiros talentosos entre tantas outras personalidades artísticas- e uma enorme experiência em relação ao público da arte, que basicamente se compões de quem se envolve com ela e que pouco consome porque artista acha que já que é artista e não faz muito sentido comprar arte (???) e eu acho isso tão estranho... e nesse sistema aprendi o quanto artistas tem pouco auto-crítica, embora também aprendi o quanto é difícil se ter auto crítica enquanto não entende-se como o sistema funciona.
Nessa época só conseguia olhar os trabalhos correndo como se folheasse rapidamente uma revista, isso quando conseguia fazê-lo. O social da arte tornou-se tão impositivo que mal conseguia entrar na exposição e já me dividia em cumprimentos. Não havia mais papos sobre arte, não se falava da exposição em si e muito menos dos trabalhos. Os comentários ou eram felizes com a realização ou críticos sobre o conjunto da exposição ou do próprio projeto. Havia um excesso de coisas acontecendo ao mesmo tempo e eu estava no olho do furacão. Minha produção artística parou por completo, deixei-me levar pelos acontecimentos e submergi em meu próprio tsunami de informações que eu sabia que mais tarde seriam subsídios riquíssimos e importantíssimos, como o tempo comprovou que foram. Nessa época eu tranquei a faculdade. Vivia para o social da arte e a circulação em seus mais diversos nichos. Consegui me aprofundar nos meandros das políticas do sistema de arte, que como toda política, não são fáceis, muitas vezes cruéis, panelinhas ou supérfluos, e muitas vezes bem distantes daquilo que chamamos de espírito criativo, inovador, mas por outro lado, responsáveis pela sua manutenção e visibilidade.
Tomei um fartão de exposições e tive um daqueles tilts que parece que a gente vai desistir de tudo e o que se quer é ficar num canto quieto. Comecei a sentir uma grande falta de produzir. Me cansei da arte erudita e me joguei com tudo nas vertentes de arte urbana. Pesquisei graffiti, pixação, me dei conta de minha própria urbanidade e me localizei na cidade e no mundo. Mas meu tempo de produção era realmente muito restrito e me restringi à coletas de informações. Terminei esse ano muito cansada e estressada, mas realizada com os resultados que apesar de não ter tempo nem equilíbrio emocional para analisar, sabia que eram positivos.

2008 retomo a faculdade com a intenção de me formar no final do ano. A convivência com os colegas era apenas de cumprimentos educados ou trabalhos forçados a serem em grupos que eu resolvia com trocas de e-mails. não existia mais nada de convívio boêmio, nem análises de arte que não fossem exclusivamente pedidos pelo professor. Começo a refazer minha vida pós-Bienal B. É o ano da criação da AZUL Produtora Galeria, onde faço de minha casa, meu atelier e posteriormente espaço público de galeria. Torno-me marchand ("dos pobres" rsrsr) porque no início, assim como falta auto crítica ao artista amador, faltam ainda mais insformações ao marchand amador, pois são rpecárias as informações de referência para quem quer se aventurar neste campo de atividades. Pelo menos minha auto-crítica sabe que a AZUL caminhava muito mais no campo da experimentação de idéias do que no formato clássico de galeria. Me baseava nas experiências visuais locais da Subterrânea e da Feira de Arte Contemporãnea DESVENDA e também nos formatos e experiências da Casa da Xiclet, espaço em São Paulo similar à AZUL, apesar disso minhas curadorias e venissagens tinham uma personalidade própria bem original. Essa experiência tem me aproximado muito do público e me fez tomar cosciência de uma série de critérios estéticos presentes nas suas escolhas. Enfim, a experiência da AZUL é bem relatada no site www.azulgaleria.com.br
É claro que esta experiência como produtora e marchand, vieram compor com meus conhecimentos acadêmicos. O fato de ter um emprego e ainda as atividades da AZUL, esgotaram meu tempo para fruição e social paralelos. Fica muito difícil ir às dezenas de eventos artísticos semanais de Porto Alegre, tendo tanto por fazer. Esse foi um fator de modificação nestes poucos anos. De uma Porto Alegre com poucas opções de 2002, temos um efervescente e entusmecido cenário em 2008 e não tenho modéstias em afirmar que a Bienal B, criação minha, teve grande participação nesta guinada de produção artística da cidade. Mesmo afastando-me do projeto, a AZUL toma muito tempo e mesmo tentando minimizar as atividades paralelas, minhas relações artísticas e sociais são tantas que torna-se bem precária a qualidade de minhas interlocuções e intercâmbios, apesar do sucesso contextualizado dos eventos que promovo.
Os amigos da faculdade permanecem e, com seus trabalhos, carreiras e projetos formam uma rede, a qual me incorporo, de idéias híbridas e derivadas de fomento criativo, ampliando possibilidades de produção na área artística.

2009 - Atualmente tenho tentado resgatar meu tempo de produção em arte, estou voltando para a pintura, através da aquarela e dos aspectos formais da composição pictórica em experiências tridimensionais e performáticas.
Não vou mais em todas as exposições a que sou convidada e quando vou são exclusivamente por 3 critérios: OU ela é de pessoa amiga que socialmente obrigatoriamente devo prestigiar, OU estou passando na frente e acho um passeio agradável, OU é de algo que realmente considero que tenha uma técnica que possa me surpreender, tanto no sentido formal quanto nos sentido poético. Essa última são as exposições para as quais me reservo e tenho espectativas. Pode acontecer de uma mesma exposição ter as 3 qualidades.
Atualmente conheço quase todos os artistas de Porto Alegre, entre os maduros e os iniciantes, assim como já vi recentemente a produção deles, e isso me faz com que eu deixe de ir em suas exposições porque já sei o que vou encontrar ou estou cansada e pouco motivada. É claro que estes trabalhos, vistos mais demoradamente, teriam um outro valor e cresceriam em poética, mas se é pra ver assim, rapidinho, durante uma reunião social, onde a fruição normalmente é bem prejudicada, me abstenho ou deixo para um outro momento em que o acesso seja mais cômodo.
Quero tranquilidade, atuar brandamente e com qualidade, com atenção ao que estou fazendo e não na angústia de cumprir 5 editais ao mesmo tempo só porque eles existem.

Como dá pra ver, a forma de encarar uma exposição, muda muito entre o antes e o depois de uma profissionalização artística. Esse processo de amadurecimento da percepção é inerente, mas acho muito interessante notar como era essa percepção antes de tudo isso, pois é lá que reside a percepção do público de arte. A ingenuidade dos primeiros anos da faculdade é a mesma de quem faz um quadro pela primeira vez e se sente artista. E é esses parâmetros que regem os leigos em arte, para os quais todos os nossos conceitos de artista, nossas subleituras e arquétipos não passam de "arte contemporânea esquisita" ou para quem somos metidos e falsos. Ter uma interface amigável que nos aproxime uns dos outros, isso sim é uma arte.




Aquarelas de Outubro 2009

Faz tempo que não posto nada por aqui. Parei quase completamente em função da gestão artística da AZUL Produtora Galeria, meu querido projeto laboratório sobre tudo. Esse tempo todo me proporcionou muitas experiências e reflexões. Uma destas reflexões é o hibridismo que acontece na aquarela entre o desenho e a pintura e que tanto me favorece. As vezes brinco com o não figurativo, me delicio com os diálogos com a composição, mas chega uma hora que sinto falta da forma reconhecível, e o que era mancha sugere um bicho e assim vem vindo uma aquarela onírica, sombria e sinistra, feita de transparências coloridas. Sinto falta da gestualidade, do fazer sensível. To um pouco enfastiada de tanta reflexão, sacação, conceito, ready made, assemblage, exposições, bienais, aaaaahhhhhhhhhh quero voltar pro útero, pras tintas, pra mim mesma, pra doçura de uma tarde quente e preguiçosa de verão, com alguns poucos e íntimos amigos pra conversar ou apenas meu amado gato Pinguim por companhia enquanto faço minhas aquarelas olhando o jardim e sentindo a aragem no rosto junto com carinhos de sol e sombras. E tá ótimo...

Estou com muitas saudades de mim mesma e minha maior diversão e esperança é programar desprogramar tantos compromissos sociais. Quero tecer vagarosamente manchas e linhas que assumem vida própria e se tornam personagens de um imaginário orquestrado pelo som do vento, da vegetação e dos milhares de sons que já são presentes todos os dias em nossa vida, como o nascer do sol e seu poente. Quero pensar em toda essa beleza e me encantar com ela, sem ninguém me cutucando pra dizer algo fútil ou cabeção. Quero o silêncio da observação e talvez um comentário que seja apenas um sorriso de satisfação compartilhada. Chega de tanta empáfia, tantas certezas, tantos conhecimentos e celebridades que absolutamente perdem seu significado diariamente ao serem atropelados por mais informação, muito mais celebridades e tantas outras certezas e opiniões. Me angustia a insistência social da participação no salão, no prêmio, na coletiva, na vernissage, na bienal, no seminário, no debate....que saco!
Agora esgotou, enchi, cansei. Vou procurar a essência e o sossego com a paz divina de não precisar me esforçar todos os dias para manter um mito.
Agora simplesmente sou...sou bebum, irreverente e livre. Já conheci os códigos de perto e tudo que sei é que não preciso dessas dores e angústias, duvido muito dessas verdades e não há esforço criativo que valha algo para além de você mesmo, logo, nada mais importa que minha paz e felicidade e que não existe heróis, eu não sou herói e nem quero mais ser... faço aquarelas, ponto.
Por enquanto tá bom.
Durante essa nova transição está ótimo.
Nunca definiram se a aquarela é pintura ou desenho. Sempre quis ser uma pintora, mas com muito mais talento para os gráficos, para a linha. Quem sabe se não é no hibridismo da aquarela que reside meu paraíso onírico e poético.

Dia do Artista Plástico 2009

Comemoro esse dia 08 de maio de 2009 com a publicação de mais dois trabalhos de minha linha de transparências tridimensionais. É a coisa tá indo para escultura mesmo, mas ainda assim penso em pintura, ainda assim acho que procuro veladuras e sobreposições, mas isso lá debaixo de todas as relações que envolvem estes trabalhos. Tenho feito outras descobertas, como por exemplo a gestualidade da trama, desenhar ao tramar, pensar que a trama de camadas transparentes vai desenhando linhas e planos e camadas de fibras plásticas. E esse "plásticas" pode ser lido exatamente assim, cheio de duplos e triplos sentidos. To adorando trabalhar com isso e penso em vários pequenos objetos como esses em uma instalação gigante tramada com esse material, estabelecendo um universo de "penetrar".
Outro detalhe interessante é a curiosidade sobre o que exatamente se encontra coberto pela trama "musculatura" da "fibra" muscular plástica? Se no contraluz já instiga, ao vivo é muito engraçado essa relação de olhar internamente, e acho que isso é bom no sentido de que se vc se aproxima pra tentar descobrir de que são feito os ossos, necessariamente terá de reparar nas fibras.
Veja que de certa maneira continuo ligada ao maldito tema de figura humana. Por falar nisso, pensando na exposição de corpo humano em cartaz, seria bem oportuno lançar esses trabalhos rsrsrsrs


Sutilezas para Olhar - Exposição 05.05.2009 CCMQ












Novas experiências


Seguem as experiências de desenho com plástico filme, agora mais puras...em breve mais....

Sutilezas para Olhar


Em algum momento é hora de mostrar, ver o que acontece, até que ponto estamos comunicando ou como estamos comunicando.

Sutilezas para Olhar é uma exposição que sugere a possibilidade de observar materialmente os planos da pintura e os conceitos de veladura, bidimensional e volume.

O tema, que gira em torno da figura humana feminina, é somente um pretexto para a construção de repertórios técnicos e formais que se acumulam nas transparências do tecido
(voil) e que se incorpora no trabalho com uma trama própria proposital , onde tudo soma para a sugestão de tridimensionalidade e movimento.

Leveza, sugestões ópticas, movimento e uma poética agradável são as propostas da exposição que o público irá encontrar em Sutilezas para Olhar.





Na verdade, trata-se de uma exposição de resultados de pesquisa sobre transparências, uma série que no momento se encerra com esta apresentação de resultados, mas que foi fundamental enquanto processo criativo para decisões que irão levar a uma qualificação dos suportes.

Experiências em Videoarte

Em homenagem às pessoas que sofrem por pensar demais...

video

A Busca Velada

Sigo no caminho da pesquisa de transparências. Descobri que na maioria das coisas que já fiz, seja pintura, asssemblage, foto, desenho, aquarela, tudo isso junto...estou sempre pensando pintura, especificamente na veladura. Essa antiga técnica renascentista que pintava deixando entrever cores, confundindo o olhar, desconstruindo a visibilidade das obviedades...










...depois de tantas experiências com acetatos e impressões, volto para o tecido, tinta e pincel para tentar buscar a mesma tridimensionalidade que obtive com a sobreposição dos acetatos. No caminho da Spyrodoll, estes primeiros testes em "voil". Detalhe que é um tecido sintético, com boa durabilidade, e que sua própria trama quando sobreposta em camadas, já gera um movimento visual, similar à ilusão de ótica, como se o plano de fundo da imagem já possuisse uma pré imagem similar à ondas...Assim como no acetato, a idéia é conseguir a visibilidade de várias camadas ao mesmo tempo e que elas sejam físicas. A construção se dá por osmose da aquarela sobre as diversas camadas, pintando-as simultaneamente. Quando separadas após secar, são fixadas no semi-bastidor com pequenas variações de registro, gerando as sobras que denunciam a veladura e simulam a ilusão de ótica.
Farei testes em diferentes iluminações e deixando os trabalhos ao ar livre pra ver o que acontece....

Pixels Pictóricos e Veladuras



Respectivamente: Donzelas , Urbe, Flop Cave Detalhe, Flop Cave e Tempo

Todos pequenos formatos, entre 15 x 15 x 4 cm.

Assemblage sempre + Construção de meios cromáticos e veladuras a partir de fotografias digitais, impressas em transparências sobrepostas.

Brincadeiras de perspectivas e grafismos




Estudos para II Convocatória de Arte Plano B


Pixo Reto
Já olhou ao redor em sua rua?
Consegue ver onde não tem?
Sabe o que quer dizer?
Nome, identidade
Não querem dizer nada porque não tem nada pra dizer.
De onde eles vem não tem educação, não tem cultura, não tem arte, só um nome.
Tudo o que eles sabem dizer é seu próprio nome.
Eles querem "ser" e é isso que tá escrito ali.
Muitos nomes, já reparou? Já notou quantos nomes estão se "expressando"?
O nome disso é tapar o sol com a peneira e a sociedade pagará por isso...
repintar suas paredes ainda é um preço barato...
Nas praças, crianças depredam os poucos brinquedos e o que estiver por perto,
enquanto suas mães cansadas conversam, alheias, sobre homens ausentes
Nossa sociedade embrutece individualista e cada vez sabemos o mínimo apenas
"eu só sei o meu nome"
PIXO RETO

Bioplastic Blue Fly



Num último brainstorm com alguns artistas, entre eles, Alberto Semeler, estávamos falando do aspecto de reciclagem nos trabalhos artísticos e ele comentou sobre a inclusão de plástico filme. Aquilo ficou em minha mente assim como a idéia de partir para objetos menores, embora o aspecto construtivo continuasse forte permanência - pregar, trançar, pintar, riscar, quebrar, bater...esse fazer, construir a perspectiva, construir a composição, essa montagem matérica de uma imagem bidimensional, com diálogos físicos entre planos e linhas, onde até as sombras fazem parte.


Reduzi o suporte matérico basicamente para madeira, transparências e tinta e a partir disto estabeleço meios que me dão uma amplitude enorme e confortável de questões e soluções. O tamanho varia entre 80/60 cm alt/larg


  • A madeira é viva e orgânica. Vida e morte em si. Palco e protagonista das relações de urbanidade. Tem cheiros, sujeiras, imperfeições. Tem uma identidade que lhe faz única em cada centímetro aparente, pintado ou embalado. Frágil, deteriora, mofa, morre, pulveriza-se, sofre com o tempo...
  • O plástico é hermético, impermeável e ao mesmo tempo flexível, remete ao laboratório, à embalagem que se adapta protege e também isola, industrialização do artificial, seu brilho é a própria vida virtual dependente de uma luz que não é sua, seu tempo é suspensão.
  • E entre estes dois contrapontos, erege-se a linguagem, o diálogo, a pontuação da forma e da tinta, que irá caracterizar, acentuar, os pontos de construção desse objeto, suas sutilezas, percursos de olhar e relações.
A pesquisa continua...e o trabalho só começou...

Ela em breve voltará!...


Uma Bienal para Porto Alegre

Previsões e expectativas para a VII Bienal do Mercosul

2009 é ano de Bienal do Mercosul que desde sua última edição vem refletindo sobre suas relações não apenas com a arte propriamente dita, mas como sua presença afeta o público local. Tenho certeza que os diálogos que se estabeleceram entre uma Bienal que buscava a legitimidade globalizada e os movimentos artísticos paralelos locais construídos com linguagens alternativas e populares, foram experiências assimiladas e recodificadas para a seleção da nova curadoria e construção da VII Bienal do Mercosul e vejo nisso um dado relevante e positivo. (...)
(...) ...e espero que toda essa operação cultural respingue nos esforços da classe artística local, brava gente brasileira, que também está na expectativa dos diálogos que possam se construir e fomentar, de um sistema de artes mais humano, mais popular, mais democrático, que não seja apenas um mercado para poucos, mas uma dinâmica e desmitificada aproximação entre público e arte gerando "um lugar ao sol" para todos os seus profissionais e agentes, principalmente estes, que vivem em Porto Alegre.

Acesse o link e leia mais sobre a nova curadoria da próxima Bienal do Mercosul e nossas expectativas sobre o assunto.
http://textosdebenedyct.blogspot.com/2008/08/uma-bienal-para-porto-alegre.html

Comece a pensar bem...







Biofire - 60 x 80 cm

Duas das quatro leituras possíveis para o mesmo trabalho. Essa possibilidade foi intencional. A construção foi rotativa.


















Reflexão Cotidiana

Os trabalhos abaixo fazem parte de uma série de desenhos digitais, cujo processo pretende representar questões associadas às pessoas cuja a vida gira em torno do descarte urbano, tema, suporte e/ou meios coerentes com os conceitos que venho desenvolvendo em outras manifestações artísticas.
Mais do que imagem digital, o conceito se completa nos erros propositais de ortografia, que sugerem relações com as questões de escolaridade e também ao próprio símbolo da situação expressada através da "carroça do papeleiro".
A relação entre as palavras que compõem os trabalhos e suas imagens associadas, foram cuidadosamente elaboradas tanto na forma quanto no sentido, possibilitando relações e interpretações para além de sua apresentação aparentemente inocente, lúdica e popular. Buscou-se através da forma e significado aparente, a construção de um mecanismo de reconhecimento e identificação, que, no estranhamento da ortografia e associação com o desenho, remetessem à reflexão, fazendo uma contraposição natural entre a seriedade e a banalização da situação.




























Um pouco de Fazer Fazendo...


Novos Tempos - Julho 2008

É necessário existir o tempo da reflexão

De observar, aprender, sorver a vida

Saber reconhecer suas possibilidades

A poética da adversidade também tem sua beleza

A complexidade harmônica da articulação das coisas

Então após conceitos, tarefas cumpridas, exercícios, assimilação de técnicas

Existem tempos de deixar-se ir...Um pouco de liberdade criativa

Um pouco de apenas ser

Um pouco de apenas fazer fazendo

Humm como isso é bom...(sorriso)

Spyro Doll - A Errante Virtual

As Aventuras de B Super!!!


















B Super é um novo conceito artístico de fazer performance, ou fotonovela, ou filosofia barata.
B Super é meu mais novo fanzine, super bem impresso, tecnologia de ponta, com infinitas possibilidades já que descobrimos que pra fazer 100 fanzines paga-se somente 20 pilas e isso é o Máximo!
B Super já nasceu poderosa, com seu próprio site. Acesse o link especial ao lado e divirta-se muito!

Adesive Graphic Novel






















Porque eu AMO desenhar figura humana!...

Estratégias Profissionais que dão certo


Clique no link ao lado Textos e Idéias e conheça um roteiro sobre como tornar sua carreira de artista mais produtiva e realizadora.
Gostaria de conversar sobre produção de Exposições?
Clique ali e veja mais.
Imagem ao lado
Swimming
50 x 65 cm
acrílica, stencil, acetato, pregos
2008



Look at Me in Italy!

Em função da Bienal B, muita gente conheceu muita gente.
Em alguns casos, o que era apenas uma troca de informações, acabou virando um amistoso e rico intercâmbio. Vale a pena visitar o blog de Sandra Miranda não só porque estou lá, mas porque tem pinçadas opiniões sobre a cena artística européia muito interessantes.

http://sandramirandap.blogspot.com/

Agradecendo à Sandra, adorei o termo "a piece of art", bacana né?!
Conheça mais de Sandra Miranda no site da Bienal B:

http://www.bienalb.org/index.php?option=com_content&task=view&id=115&Itemid=27

Processo Artístico



Tenho um texto bem atualizado sobre os detalhes de meu processo artístico, basta clicar ao lado e acima, no link Textos e Idéias. Mas não esqueça de relacionar com estas imagens.Clique ali vai...é bem interessante....










Textos e Idéias

Resolvi separar um pouco as imagens dos meus textos,
pois as pessoas se assustavam com tanta letrinha e isso
acabava atrapalhando a visualização das imagens.
Por outro lado,quando eu não existir mais, pelo menos eu mesma escrevi sobre o meu processo e não um teórico ficou adivinhando o que eu estaria representando em meu trabalho...
Assim, aproveite o priovilégio de acompanhar isso...
É quase um "big brother artístico"....

Clica lá encima TEXTOS E IDÉIAS

Estudo Tecnológico








Dark Larged
Tam A4

PRESENTE VIRTUAL AQUI!



Obra de arte interativa à distância.
Copie esta figura acima e cole num Word. Numa folha de A4 dá pra fazer duas vezes, só que ao invés de ser uma folha de papel, você vai imprimir numa transparência. Depois de impresso, e estando bem seco pra não borrar, separe os dois grupos cortando a folha e os sobreponha. Vai dar a impressão que tem um monte de coisas se mexendo e que as bonecas ganharam vida. Se você tem filhos, pode ser muito divertido e interessante observar seu raciocínio visual.

Pra ficar de obra de arte, deixe-as sobrepostas, faça um furo encima e bem no meio, passe um fio de nylon amarrando-as e pendure como se fosse móbile. Se for em local que recebe algum raio de luz, ficará ainda mais lindo refletindo na parede.

Boa viagem de Gaby Benedyt!
(Se não der certo, escreve pra mim e resolvemos juntos(as) benedyct@gmail.com)

Spyro Doll


PERFORMANCE EXECUTIVA

Uma homenagem ao nosso eficiente sistema burocrático.
Esclareço desde já, que a citação do funcionalismo público refere-se
ao conceito de toda uma situação onde a criatividade é mal aproveitada
ou preterida em função de "habilidades mais funcionais" que forçam
iniciativas produtivas ao limite da banalidade. Trata-se de uma figura de linguagem.
Nossos respeitos a todo o funcionário público que leva seu trabalho à sério.

http://it.youtube.com/watch?v=Jm2UCzA2Epo&feature=related

Performances Sonoras

Observando, constata-se uma afinidade entre os signos e significantes sonoros com os signos e significantes plásticos.

Stencil por ai...


Sobrevivem stencils direto nas paredes do Beco Cultural, João Pessoa 203, até sabe-se quando que eles irão pintar as paredes denovo rsrsrsrsr
Sério, visita lá, das 17 às 23 horas todos os dias ...tem a Galeria Adesivo também, com cultura underground super bacana...

Pequenas guerreiras


Dois desenhos sobre papel, 30 x 30 cm aproximadamente, feitos de pincel atomico.
Exercícios de criação e gesto com a absoluta e lúdica vontade de criar stencil....

Tênue


Ela denovo...







Paisagem Urbana
Este quadro é mais um daqueles casos que considero
que a pintura está harmonizada com o stencil
criando uma composição bacana e envolvente.
Tam. 65 x 65 cm, acrílica sobre tela.

Linha Limite

A linha me atrai.
Ora ela é o limite recorte da paisagem, ora é o limite recorte de uma figura.


Esta figura é uma figura humana, penso na figura humanidade, na figura urbana.

Questões do humano com o entorno contemporâneo.


(fotos Adreson Estranho)

Pictoriedades


Nem desenho, nem pintura, nem escultura, mas tudo junto. A presença da tinta não é a pintura, mas meio para obter/localizar um ponto de cor, tanto quanto a estrutura/bastidor é tão cor quanto o tom do papel kraft. Planos e manchas de pintura que se estabelecem por sobreposição de elementos e dos espaços entre estes elementos, mais ou menos iluminados, mais ou menos escondidos/revelados, mas sempre com uma intenção decidida de presença incorporada ao espaço e tempo do observador. (Trabalhos de 2006, que contribuiram profundamente para o processo atual, 2008)

Seguindo pesquisas...novos trabalhos






A pintura me levou ao stencil.
O stencil me levou ao corte.
O corte enfatiza minha linha.
E tudo que compõe o objeto considero cor, manchas e linhas.
Pêndulo
Cartolina, MDF, Tinta Acrílica, Estilete
20 x 20 cm
Criado para a exposição beneficente de Natal 20/20,
na Galeria Bolsa de Arte,

Rua Quintino Bocaiúva, 1115,
Porto Alegre/RS
Dias 15/16de dezembro de 2006
(vendido)


Orientações em Atelier










Iniciantes e Iniciados
  • Agradáveis orientações sobre pintura, desenho, aquarela e técnicas diversas
  • Reflexões sobre processo criativo, orientações para pesquisas, construção de proposta, análise da obra, referências
  • Material de apoio no local
  • Delicioso "Tea Break"
  • Módulos de Aprendizagem Independentes
  • Critérios de Observação e Construção da Pintura: Perspectivas, Planos, Linhas, Cores
Horários: Sob Consulta, inclusive finais de semana e noturno
Inscrições e Informações: benedyct@gmail.com ou cel.: 8154.8037
Investimento: R$ 25,00 a aula = 2 h aprox.

Totem



Ao vivo é bem melhor que na foto (pra variar). Se você verificar um trabalho mais recente, lá no início do site, verás que aquela mulher recortada se transformou e muito...Esses dois trabalhos têm quase dois anos e foram o início do processo que me levou aos trabalhos atuais.

Em São Paulo ...

Currículo Benedyct

Curriculum Vitae - Gaby Benedyct

Dados PessoaisOrigem: Porto Alegre, 1966
Formação: Instituto de Artes - UFRGS
End.: Centro, Porto Alegre
(51) 8154.8037

E-Mail
benedyct@gmail.com

Apresentação

"Sempre mantive atividades com artes e comunicação. Acredito que minha força de expressão é quase incontrolável, motivo que decidi focar no desenvolvimento de minhas capacidades artísticas. Muitos fanzines, produtoras, agências de publicidade, produção e promoção de eventos culturais, shows, desfiles, performances, criações musicais, plásticas, cenográficas, vídeo, entre outros.
Assim, buscando legitimidade para estes trabalhos, em 2003, tornei-me estudante de Artes Plásticas na UFRGS, a princípio com ênfase em pintura, flertei com a gravura e a fotografia, novas linguagens e novos meios tecnológicos e descobri que o mais legal era misturar tudo, que a transdiciplinariedade é moderna e me apaixonei pela ASSEMBLAGE, como técnica, conceito e estilo de vida.
Em 2006, fiz curso de Locutora/Apresentadora pela FEPLAM - Porto Alegre e produzi e apresentei pequenos programas especiais sobre Artes Visuais chamados SPAZIO, na ULBRA TV. Esta experiência foi fundamental para motivar novas iniciativas e projetos voltados para o fomento da profissionalização do cenário artístico gaúcho, como a Bienal B e atualmente a pesquisa in progress AZUL - Micro Galeria Informal.

Exposições e Atividades Artísticas Recentes

PORTO ALEGRE - 2008

- Criação, publicação e distribuição de 03 edições diferentes de fanzines, entre eles, As Aventuras de B Super, distribuídos entre janeiro e junho, em vernissagens e eventos culturais.

- Palestrante convidada para Seminário realizado na AABB - "Caminhos de Articulação entre Arte e Mercado" - Maio

- Implantação e administração da AZUL - Micro Galeria Informal, projeto de pesquisa e fomento cultural, voltada ao desenvolvimento de parâmetros de sustentabilidade da arte e seus agentes - Maio.

- Organização e Realização do evento Escambo, seguido de exposição, na AZUL - Micro Galeria Informal - Julho

- Organização, curadoria e realização da exposição do artista TRIDENTE, na AZUL - Micro Galeria Informal - Agosto

PORTO ALEGRE - 2007
Coordenadora Geral Bienal B

Participação na mostra coletiva ESSA POA É BOA, no grupo do artista André Venzon

Diretoria da Associação de Artistas Plásticos Chico Lisboa - Secretária
Ocupação nº 1 - Coletiva no SESC Alberto Bins - Fevereiro e março


PORTO ALEGRE - 2006

- Ateliê compartilhado com os artistas Gerson Reichert, Adawany Zimovski e Luciano Montanha - Janeiro a Novembro
- 20 x 20 - Exposição Coletiva da Associação Chico Lisboa na Bolsa de Arte, dezembro

- MEMÓRIA COLETIVA – Individual de pinturas na Galeria do Tribunal de Justiça do RS, Setembro
- CONSOLIDAÇÃO – Exposição coletiva do Museu de Arte Contemporânea/RS (MAC/RS)
Agosto/Setembro

- Criação e Publicação do Fanzine ZinArte com tiragem de 400 un.e distribuição circuito cultural de POA, Julho
- Cenografia especial para espetáculo Tangos Show, no Café do Lago, Parque Redenção, Março
- Produtora e Apresentadora do programa SPAZIO - Drops de Arte, diariamente pela ULBRA TV
Canal 48UHF ou 21 da NET, de 01 de novembro 2005 a março 2006

PORTO ALEGRE - 2005
Exposição com a artista M.Sol Casal, Fotonovela, no café e espaço cultural PINACOTECA, em Junho
Exposição com o artista Gerson Reichert, na Galeria João Daudt d´Oliveira, do Hotel SESC Campestre, em Agosto
Exposição Coletiva MAC, Mostra de Arte Contemporânea, realizada pela FABICO/UFRGS, em Novembro


PORTO ALEGRE – 2004
Cenografia com quadros para show de Sandra Reis Cenografia especial para show/turnê - A Estagiária, da Banda Fróide Explica, Junho
Criação Edição e Publicação do Fanzine ZinArte com tiragem de 400 exemplares e distribuição circuito cultural de POA, em Outubro
Criação Edição e distribuição da versão cartaz BENDYTA INVASÃO do fanzine ZinArte, Centro de Porto Alegre, em Novembro

PORTO ALEGRE – 2003
Exposição Individual Urbanidade no espaço cultural do Feito à Mão Café, com curadoria de Fernanda Ayub - Junho
Exposição "Um brinde a Voce" no Café Cultural do SESC da Alberto Bins de Agosto a Setembro

CANOAS - Novembro 2003
Coletiva no Hall da Faculdade de Direito da UNIRITTER